Fibromialgia e família: construindo redes para uma doença "invisível"

Quinta-feira, 10 de julho de 2014.- A fibromialgia é uma patologia real, que no entanto não gera sintomas físicos visíveis. Essa situação cria dificuldades no ambiente do paciente. A comunicação dentro da família, o apoio ao paciente e sua equipe de saúde mental são essenciais.

Existem doenças crônicas que, por serem pouco estudadas, geram grande ignorância no paciente e em seu ambiente, causando sofrimento individual e familiar. Um deles é fibromialgia.
A fibromialgia é uma síndrome da dor crônica pouco compreendida, que de acordo com dados da Corporação de Fibromialgia do Chile afeta cerca de 300 mil pessoas em nosso país. Foi reconhecida pela OMS como uma doença em 1992 e é caracterizada por dor generalizada no músculo esquelético, sono de reparo deficiente, fadiga crônica, depressão, estresse de difícil controle e pontos muito específicos de sensibilidade localizada.
Em muitos casos, a patologia é chamada de "doença invisível", pois, para o ambiente do doente, não há sintomas físicos claros para comprová-lo, porém, para ele, é uma doença muito real. "O fato de a sintomatologia da fibromialgia não ser visível leva ao ambiente do paciente, e até aos profissionais de saúde que o atendem, a duvidar de sua existência real, o que faz o paciente parecer sensação de ser questionada, o que, por sua vez, interfere no tratamento e em sua relação com o pessoal de saúde ", afirmou Sandra Moglia, psiquiatra do Instituto Psiquiátrico Dr. José Horwitz.
Para o médico, nesse contexto, um dos ambientes mais afetados é a família do paciente, uma vez que são afetados tanto por sua condição física, sua vida profissional, seu tempo de lazer e sua saúde mental. "A maioria dos pacientes vive em família, com o parceiro e os filhos, alterando sua dinâmica, o que lhes causa insatisfação, devido principalmente aos problemas para realizar tarefas domésticas e à dependência de outras pessoas para realizá-las", afirmou. acrescentando que também há um impacto econômico, uma vez que dois terços dos pacientes afirmam que sua renda diminuiu devido ao aumento das despesas domésticas devido aos tratamentos ou à perda de emprego.
Para a Dra. Moglia, essa situação pode desenvolver sentimentos de raiva, frustração, abandono e solidão no paciente, sentindo que seu ambiente não entende ou simpatiza com seu sofrimento. Além disso, "na família, o fato de não entender essa patologia desenvolve sentimentos de incerteza, raiva e questionamento em relação ao paciente, o que dificulta significativamente a evolução da imagem e afeta significativamente sua qualidade de vida, pois esse sentimento pode influenciar tanto no ambiente familiar como interno do paciente ".
Fonte: www.DiarioSalud.net Etiquetas:  Família Nutrição Notícia 

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