Leucemia causada pelo conflito armado colombiano

Pesquisas têm ligado a incidência desse câncer em crianças expostas à violência.

- A exposição perinatal de crianças colombianas à violência coletiva e à pobreza aumenta a probabilidade de sofrer de leucemia pediátrica aguda e de morrer da doença, como mostrou a pediatra María del Pilar Montilla em seu estudo de tese sobre o ensino da Universidade nacional da Colômbia.

Montilla analisou 4.781 menores diagnosticados com câncer e nascidos entre 2002 e 2013. Segundo os resultados, ele apontou que a pessoa em situação de estresse, neste caso específico, o conflito armado colombiano, tem maior probabilidade de desenvolver um tumor porque esses eventos ativam os hormônios responsáveis ​​pela produção de células cancerígenas.

A investigação foi baseada na "taxa de incidência de conflitos armados", desenvolvida pelo Departamento Nacional de Planejamento. Este parâmetro indica que, para cada 0, 1 ponto do índice que aumenta a incidência de conflitos armados, os casos de câncer se multiplicam em 58, 4%. Dessa maneira, Montilla reafirmou os vários casos de leucemia infantil que poderiam ser causados ​​ou agravados pela teoria neuroendócrina do estresse. No final de 2018, os pesquisadores descobriram uma fórmula para interromper o crescimento de novas células responsáveis ​​pela leucemia aguda de linhagem mista.

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